quarta-feira, novembro 24, 2004

A VIAGEM DE PIPIGGY

(Os Marretas orgulham-se de apresentar mais um poema épico da nossa convidada especial, acerca da sua passagem pela cidade da Guarda, onde esteve presente para assistir ao lançamento do tal livro, sem que ninguém desse por ela - nem nós.)

Canto a Guarda por amor

No tempo do milho-rei.

Com mil homens esbarrei

No lugar do Trovador,

Ledo ar fora-da-lei.

Se a vida nos permite,

Não há por que hesitar.

Ao meter os pés num bar

Se vires boa peça ri-te.

Será quem te há-de buscar.

Certo estimado doutor

À minha roda dançou

Procurando por quem sou.

Trocei, fingindo pavor,

Quando Apolo me abraçou.

Vem de dentro um arrepio

Quando entro na Catedral.

Que sinto a força do Mal

E o calor se torna frio.

Moço quero, não sei qual.

Vejo um, terra de Glória,

Cara bela e corpo alto.

Aproximo-me de um salto,

E aqui começa a história

Duma queca no planalto.

Apesar de outra cobiça,

Visito sem fazer frete

A pista da F7.

Depois, a cavalariça,

Pra brincar ao mete-mete.

Não acabou dita noite

Sem que três vezes viesse

O orgasmo – que finesse

Mais uma sessão de açoite

E o rapaz feito num S.

Ah! Bendita terra fria

Que o corpo me estremeceu.

Bendito homem o seu,

De glande rija e macia,

E o tempo que ma deu.

MENINA PIPIGGY