quinta-feira, outubro 21, 2004

ROCCO 'N' ROLHA
Rocco Buttiglione foi considerado indesejado para comissário da equipa de Durão Barroso pelos partidos da esquerda no Parlamento Europeu. Por considerar a homossexualidade um pecado e por julgar o casamento uma protecção para as mulheres. O actual ministro de Berlusconi fez questão de referir que essas são as suas convicções morais privadas e que não se julga no direito de as impor a terceiros, muito menos acredita que o Estado (ou a União Europeia) o deva fazer através da lei.
Em próximas audições para cargos públicos, seria importante que se fizesse uma pergunta fulcral: “O/a senhor/a tem algum princípio moral que possa ser confundido com um valor cristão?” Quem responder “sim” é eliminado. Por exemplo, quem admitir ver um pecado numa relação sexual entre um homem e um animal, ou quem tiver maus sentimentos contra o adultério ou inclusivamente achar o roubo moralmente condenável não pode sequer ser bibliotecário em Arruda dos Vinhos, quanto mais comissário em Bruxelas.
<>Pior do que isso, os eurodeputados da esquerda ficaram em absoluto estado de choque quando ouviram as declarações do pretendente a comissário. “Não interferir na vida dos indivíduos” e “não impor as nossas convicções aos outros” são duas expressões que uns deputados de esquerda consideraram ofensivas e outros nem sequer compreenderam.
STATLER