sexta-feira, dezembro 17, 2004

CABALA INVOLUNTÁRIA (DEMONSTRAÇÃO DE UMA TEORIA DESACREDITADA)
Lá ia eu, nas calmas, saído do ponto A em direcção ao ponto B quando, ao passar à porta de uma esquadra, zás!, uma ponta de cigarro me passa a centímetros da cara. Eu ia dizer milímetros, mas era capaz de ser interpretado como uma liberdade literária e então preferi fixar-me nos factos. Olhei para o interior do edifício a tempo de vislumbrar uma farda – presumo que com alguém lá dentro, mas só posso presumir, porque de facto só vi a farda mas não vi o seu (hipotético) ocupante – a esconder-se atrás de um painel de avisos.
É chato isto. Assim, os fumadores ficam mal vistos.
Até eu que sou fumador fiquei a pensar mal dos fumadores. Já nem falo dos polícias.
Afinal, o Senhor Ministro Gomes da Silva tinha razão: se isto não é uma cabala involuntária contra os fumadores, nem quero pensar nas outras hipóteses e teorias conspirativas…
ANIMAL
Claro que não entrei na esquadra. Posso ser meio tolo, mas não sou parvo.