terça-feira, novembro 08, 2005

ROTULAGEM
Pelas últimas notícias e comentários que tenho lido, parece que em França nao* se pode chamar "escumalha" à escumalha nem "bandidos" aos bandidos.
STATLER
* A ausência de pontuaçao (cá está) adequada deve-se à ausência de um til no teclado destes computadores num cibercafé da cidade de Vic. Agora compreendo as dificuldades de Pacheco Pereira em Bruxelas.

9 comments:

Anonymous Paris said...

A questão não é se pode. A questão é se deve.

10:03 da manhã  
Blogger heidy said...

Quando passei por spanin (a tal semana e meia a tapas, tb não tive direito a tiles...)

10:53 da manhã  
Blogger Animal said...

chamaram escumalha ao Pacheco Pereira? tch...

10:59 da manhã  
Anonymous RadaR said...

Aqui por Terras de Sua Majestade, vulgarmente conhecida por Inglaterra, a pontuacao e bem mais tramada... Nao existe!

11:10 da manhã  
Anonymous Fritz said...

Armados de cock-tails molotov e barras de ferro, os jovens amotinados dos subúrbios pobres de Paris entregam-se há dez dias a uma batalha para colocar o bairro deles no topo da lista dos incendiários de veículos e edifícios. "É como uma competição", diz Moussa, adolescente franco-mali do bairro dos Musiciens, em Les Mureaux, nas Yvelines. "Vemos o que os outros fazem na televisão e tentamos estar à altura".

Todas as noites desde que começou a revolta, uma dezena de compinchas de Moussa - conhecem-se desde a meninice - juntam-se em volta do televisor como para um jogo de futebol, nos confins do seu prédio de caixas de escadas decrépitas. Todos com o mesmo "uniforme" ténis de marca, calças "baggy" (extra largas), sweat de capuz, de preferência branca.

"Curtimos largo ver tudo a arder na televisão", regozija-se Youssef. "Quase nunca saio do meu bairro a não ser para ir à aldeia na Argélia - mas comunicamos com os tipos da Seine-Saint-Denis através do ecrã, todos os canais passam as imagens, mesmos os canais árabes por satélite". "Desafiamo-nos à distância", acrescenta Mamadou, um jovem mali com 19 anos, que participa nos motins com os dois jovens irmãos. "Os de Clichy queimam 15 carros, temos que fazer melhor, mas nunca saímos do nosso território".

"Se falam de nós na televisão, se dizem que malhámos nos chuis, para nós é uma vitória, uma forma de mostrar que somos homens, como no Mali com os rituais de passagem" à idade adulta, assegura Moussa, repentinamente grave.[/i]

A televisão também veicula imagens que os estimulam de outra forma, pela negativa "Estamos sempre a ver a cara de Sarko (o ministro do Interior, Nicolas Sarkozy) no ecrã, dá-me raiva, apetece-me queimar tudo quando o ouço cuspir-nos em cima. A escumalha é ele", lança, quase gritando, outro elemento do pequeno grupo.

Muitas vezes rivais, os bandos dos vários subúrbios unem-se na ira contra a polícia, que acusam de ter provocado a morte acidental de dois jovens de Clichy-sous-Bois, a 27 de Outubro, incidente que foi acendeu o rastilho da revolta. E também se atiram a Sarkozy e as suas palavras sobre "a escumalha" dos subúrbios. Mas sobretudo a uma sociedade francesa da qual se sentem excluídos.

*Agência France Presse

11:22 da manhã  
Blogger Cruzeiro said...

Alguma vez souberam de algum marido traído que gostasse que lhe chamassem "corno"?!
Quanto mais alarido os media fizerem desta situação,mais incidentes acontecem, eles já provaram que gostam de ser o centro das atenções, mesmo que seja da pior maneira, e não estão nem um pouco preocupados com prejuizos ou danos que possam causar, enquanto forem noticia diaria com lugar de destaque, vão continuar.
Teclados comprados nas lojas dos 300 e depois é assim!...:-)

12:15 da tarde  
Blogger Animal said...

ó fritz pá, a malta tamém lê jornais cumcarago... (tá bem, é nos intervalos do porno, mas lemos à mesma)

12:57 da tarde  
Blogger heidy said...

Nem mais fritz!!!!

2:48 da tarde  
Blogger Mr. White said...

O problema é que há muita escumalha política que não tem espelhos em casa.

3:38 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home