terça-feira, novembro 28, 2006

RIO DÁ-DÁ
Rui Rio e um grupo de dadaístas do início do século XX juntaram-se num comício na zona da Ribeira para denunciar o significado actual da arte, empunhando cartazes com a frase “A ArTe MoRReu, ViVa qUeM dÁ-dÁ”, numa alusão aos pedidos de subsídios camarários. “Se arte são as peças que não têm público, eu apoio as que dão lucro”, gritou Rio, enquanto o poeta nonsense Hugo Ball escrevia numa parede as palavras “a aRtE MorRio” e Tristan Tzara as apagava de seguida. Duchamps exortou a edilidade a colocar um urinol em todas as praças da cidade e pintou um bigodinho hitleriano no retrato de Luís Filipe Menezes.
Rio propôs uma intervenção radical na cultura portuense. “Não digo pintar bigodes por aí, que isso já muitas actrizes usam. Sugiro um banho semanal com muda de roupa para todos os artistas”, afirmou. Nessa altura, Jean Arp atirou um tomate podre à cara de Picabia e Rui Rio teve de pedir a intervenção da Policia Municipal.
STATLER

5 comments:

Blogger Raimundo said...

Uma orgia cultural, portanto.

6:16 da tarde  
Anonymous Capitolina said...

Ena, Statler, você devia vir mais vezes à luz do dia. Sempre se aprendia um bocadinho de cultura.
Vá lá, partilhe connosco esse seu saber!
E podia ser que às vezes conseguisse dar um tom menos chocarreiro a isto.
Que lá o chocarreiro tb tem lugar, mas quando tendem para hermanistas a coisa descai.

11:40 da tarde  
Blogger 'mega' said...

'caro staler, não sei donde provém aquilo que fumou antes de escrever isto, mas se tiver um tempinho diga-me que eu vou lá comprar para a malta!!'

8:48 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

http://www.bdtv.blogspot.com/

4:27 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Excelente!

Gostava era de ver a cara de Rui Rio ao ler este texto... O esclarecimento deveria reluzir-lhe nos olhos...

9:00 da tarde  

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